segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ponte solar vai gerar quase 1 MW de energia

 
Esta será a maior ponte solar do mundo.[Imagem: Network Rail]

Ponte solar

Começou a ser construída em Londres, no Reino Unido, a maior ponte solar do mundo.
A ponte vitoriana sobre o rio Tâmisa, construída em 1886, será transformada na fundação da estação Blackfriars.
Sobre ela, a empresa japonesa Sanyo está instalando 4.400 painéis solares fotovoltaicos, criando uma usina solar capaz de gerar 1,1 MW de energia.
Os painéis estão sendo instalados na forma de um teto de 6.000 metros quadrados.

Para compensar a cobertura, "tubos solares" serão usados para captar a luz do Sol e direcioná-la para a iluminação interna. [Imagem: Network Rail]

Usina solar

Em média, os engenheiros calculam que a ponte solar deverá gerar 900.000 kWh de energia, suprindo 50% do consumo da estação e reduzindo as emissões de carbono em 511 toneladas por ano.
Outras técnicas ambientalmente corretas que estão sendo instaladas na estação incluem um sistema de coleta de água da chuva, para uso nos banheiros e na limpeza, e "tubos solares", para captar a luz do Sol e direcioná-la para a iluminação interna.

Vermes resistiram ao meteorito que matou os dinossauros


 Durante décadas os cientistas reuniram dados reveladores de que a queda de um meteorito há 65 milhões de anos, causou uma extinção em massa que atingiu dinossauros e mamíferos permitindo assim que o Homem se tornasse o animal dominante na Terra. Agora um novo estudo, realizado na Universidade do Colorado, nos Estado Unidos, sugere que os vermes sobreviveram e foram a primeira espécie que prevaleceu no planeta após o desastre.

 Até agora, o chamado limite KT - designação dos sedimentos do fim do cretáceo - entendia-se como o momento em que os mamíferos passaram a dominar o planeta e da proliferação das plantas aquáticas oportunistas, devido à pouca biodiversidade botânica.

No entanto, embora os sedimentos do impacto do meteorito tenham poucos fósseis animais, os pesquisadores da Universidade do Colorado, e, particularmante, a geóloga Karen Chin, encontraram provas de que havia muitos buracos nesses poucos centímetros. "Essas tocas fossilizadas são a prova de que havia muita actividade animal", afirmou Chin, que sugere que tenham sido feitas por vermes.

Os cientistas continuam a analisar a relação entre esses buracos encontrados nos fósseis e a extinção em massa das espécies que naquele período viviam na Terra, mas Karen Chin acredita que foram feitos apenas alguns milhares de anos depois.
Essa ideia terá de ser confirmada por futuras pesquisas, mas a ser verdade prova a resistência dos vermes ao impacto do meteorito que matou os dinossauros.


16 de Outubro será o "Dia Steve Jobs" na Califórnia


O governador da Califórnia, Jerry Brown, anunciou no sábado que o dia 16 de Outubro será o "Dia Steve Jobs" no seu estado, em homenagem ao cofundador da Apple por "personificar o sonho californiano". 

Num comunicado, Jerry Brown salienta que "durante a sua vida, como no seu trabalho, Steve Jobs personificou o sonho californiano" ao considerar que "dizer que aquele foi influente é um eufemismo, pois as suas inovações transformaram a indústria, os produtos que concebeu e desenvolveu mudaram a forma como o mundo inteiro comunica".
"Mas o mais importante foi a sua contribuição para colocar nas mãos dos consumidores comuns tecnologias poderosas, que estavam reservadas às grandes empresas ou ao Estado", sustentou Brown, para quem Jobs, que morreu no dia 05 aos 56 anos, era um "visionário californiano e, por isso, o dia (16 de Outubro) será dedicado à sua vida e às suas realizações".
A mulher do cofundador da Apple organiza hoje na Universidade de Stanford, na Califórnia, uma homenagem privada.

 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Matemática melhora reciclagem do alumínio

 Na extrusão, um bloco sólido de alumínio é prensado por uma gigantesca prensa contra um molde de aço que contém os furos no formato exato da peça desejada

 

O alumínio é o metal mais reciclado no mundo.
Mas, como acontece no mercado de automóveis, "alumínio usado" não é a mesma coisa que "alumínio zero km".
Liga indesejável
A reciclagem de alumínio consome apenas 5% da energia utilizada na produção do alumínio novo.
No entanto, cada vez que o alumínio é reciclado, vários elementos, como ferro, silício e zinco, bem como elementos-traço, como sódio e chumbo, juntam-se ao metal, produzindo uma espécie de "liga indesejável".
Até agora isso tem colocado limitações claras aos usos do alumínio reciclado, devido às alterações nas propriedades do metal reciclado em comparação com o metal novo.
A indústria vem dando um "jeitinho" diluindo o alumínio reciclado no alumínio novo, de forma a diminuir a concentração dos elementos indesejáveis até que eles atinjam níveis aceitáveis.
Solução nobre
Mas Yanjun Li e seus colegas do Instituto Sintef, na Noruega, acreditam que uma solução bem mais nobre pode ser obtida com a ajuda da matemática.
O alumínio reciclado hoje acaba sendo direcionado para a fundição. Mas os produtos mais nobres são feitos por laminação ou extrusão, que exigem um material mais puro e com propriedades homogêneas.
Na extrusão, por exemplo, um bloco sólido de alumínio é prensado por uma gigantesca prensa contra um molde de aço que contém os furos no formato exato da peça desejada - o alumínio deve fluir perfeitamente para não gerar peças defeituosas.
"As impurezas que se acumulam no alumínio pelos repetidos ciclos de reciclagem afetam as propriedades mecânicas do material reciclado. No entanto, mudando a composição da liga, as condições de temperatura e a velocidade do processo de homogeneização - o estágio inicial em um processo de têmpera realizado antes da laminação e da extrusão - é possível compensar isso," diz Yanjun.
Nobreza matemática
Se parece fácil, não é. Tentar encontrar a receita correta com tantos ingredientes a serem variados é praticamente impossível na base da tentativa e erro.
É aí que entra a matemática. Os cientistas estão desenvolvendo modelos matemáticos e testando-os em experimentos de laboratório. "Os resultados iniciais são animadores," diz Yanjun.
O objetivo final é desenvolver três modelos diferentes, que vão mostrar como a microestrutura do alumínio reciclado é afetada por várias modificações na homogeneização durante os processos de extrusão e laminação.
Modelo de reciclagem
"Nós demonstramos que a ponto de escoamento das ligas pode ser aumentado em 50% modificando-se o processo de homogeneização. Em linguagem simples, isto significa que o material poderá ser dobrado muito mais antes de quebrar," afirma o pesquisador.
Segundo ele, o uso dos modelos matemáticos permitirá o uso do alumínio reciclado em virtualmente qualquer aplicação.
O que é uma boa notícia, uma vez que o aumento da reciclagem do alumínio está produzindo mais matéria-prima do que o setor de fundição consegue absorver.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Disco rígido quântico chega aos quatro bits

Em um experimento que está sendo comparado a um "disco rígido" para um computador quântico, cientistas demonstraram o funcionamento conjunto de quatro memórias quânticas fisicamente isoladas.

Entrelaçamento quádruplo
Os cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, criaram um entrelaçamento de um estado quântico armazenado em quatro memórias atômicas espacialmente distintas.
O experimento é um passo adiante em relação a uma pesquisa histórica, feita por cientistas brasileiros, que demonstraram o entrelaçamento quântico triplo pela primeira vez em 2009.

Posteriormente, os brasileiros demonstraram razões para a chamada "morte súbita", a perda do entrelaçamento entre as partículas, com a consequente perda dos dados das memórias quânticas.

No experimento agora realizado pela equipe norte-americana, as memórias quânticas são lidas por quatro feixes de luz, o que permite o entrelaçamento entre todas elas - o entrelaçamento permite que duas ou mais partículas compartilhem suas propriedades mesmo sem qualquer ligação física entre elas.

"Disco rígido" quântico
A agregação de memórias adicionais fez com que os pesquisadores se entusiasmassem - com razão - e sugerissem que o complexo aparato óptico pode ser comparado aos primórdios de um disco rígido dos computadores quânticos, funcionando como o depósito dos dados.

A pesquisa representa uma importante conquista na ciência da informação quântica, estendendo o controle do entrelaçamento para quatro sistemas separados espacialmente, permitindo a troca de informações entre a matéria e a luz - os feixes de laser leem os dados no aglomerado de átomos e os fótons coordenados podem ser distribuídos por redes quânticas para a transmissão dos dados ou para processamento.

Na pior da hipóteses, se não viabilizar um computador quântico, um sistema assim poderá permitir a realização do sonho de Richard Feynman, que propôs há mais de 30 anos que o aparato serviria como um simulador quântico, que permitirá o estudo dos fenômenos do mundo quântico.
Possibilidades

O entrelaçamento quântico é um recurso por excelência do mundo quântico e envolve correlações entre os componentes do sistema físico que não podem ser descritos pela física clássica.
Embora pareça estranho, não existe nenhuma realidade objetiva para as propriedades físicas de um sistema quântico entrelaçado. Em vez disso, um sistema entrelaçado contém simultaneamente múltiplas possibilidades de suas propriedades.

Estranho ou não, o entrelaçamento quântico é considerado pelos cientistas como a base para futuras tecnologias, como computação quântica, criptografia quântica e teletransporte quântico.
Em 2009, a mesma equipe usou uma esfera que levita por luz para demonstrar fenômenos quânticos.

Bibliografia:

Entanglement of spin waves among four quantum memories
K. S. Choi, A. Goban, S. B. Papp, S. J. van Enk, H. J. Kimble
Nature
17 November 2010
Vol.: 468, 412-416
DOI: 10.1038/nature09568
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